A dúvida que mais recebemos no consultório tem resposta simples: não é preciso sofrer para ficar linda!

A dúvida que mais recebemos no consultório tem resposta simples: não é preciso sofrer para ficar linda!
O intestino delgado é naturalmente um ambiente com baixa carga bacteriana — ao contrário do cólon, que abriga trilhões de microrganismos. Quando essa barreira se quebra, surgem três condições que têm se tornado cada vez mais frequentes na prática clínica:
🔹 SIBO (Small Intestinal Bacterial Overgrowth) Supercrescimento bacteriano no intestino delgado. Bactérias que deveriam estar no cólon migam para o delgado e fermentam os alimentos precocemente, produzindo gás hidrogênio (H₂). Sintomas clássicos: distensão abdominal pós-prandial, gases, eructação, diarreia, dor abdominal difusa, sensação de estufamento mesmo com refeições leves. Pode levar a má absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis e ferro.
🔹 IMO (Intestinal Methanogen Overgrowth) Supercrescimento de arqueias metanogênicas (especialmente Methanobrevibacter smithii) no intestino. Esses microrganismos consomem hidrogênio e produzem metano (CH₄) — um gás que retarda o trânsito intestinal. Apresentação clínica oposta à SIBO: constipação crônica refratária, distensão, sensação de parada intestinal, fezes ressecadas e difícil eliminação. Quanto maior o metano, mais lento o intestino.
🔹 ISO (Intestinal Sulfate-Reducing Overgrowth) Supercrescimento de bactérias redutoras de sulfato (como Desulfovibrio spp.). Elas consomem hidrogênio e produzem sulfeto de hidrogênio (H₂S) — um gás tóxico para os enterócitos, que gera inflamação da mucosa, lesão mitocondrial e dor. O odor característico é de “ovo podre”. Apresentação: diarreia aquosa ou explosiva, odor fétido, dor abdominal tipo cólica, urgência evacuatória, podendo cursar com sangramento oculto e inflamação intestinal.
O diagnóstico preciso é o primeiro passo para o tratamento certo. Aqui na clínica, utilizamos o teste respiratório Health Go Air — uma ferramenta moderna e não invasiva que mede simultaneamente os dois primeiros gases:
O exame é simples: o paciente ingere uma solução de lactulose ou glicose e coleta amostras do ar expirado em intervalos determinados ao longo de 2 a 3 horas. O aparelho analisa em tempo real a concentração dos três gases, gerando curvas que identificam não apenas qual tipo de supercrescimento está presente, mas também sua gravidade e padrão (predomínio de delgado proximal vs. distal, por exemplo).
A grande vantagem do Health Go Air 2 é medir o H₂S — a maioria dos testes tradicionais não capta esse gás, deixando muitos pacientes com ISO sem diagnóstico e sem tratamento adequado. ( está em liberação, mas a clinica já adquiriu)
Indicações para solicitar o teste respiratório:
O tratamento não é cirúrgico. É clínico-funcional e multimodal, combinando antimicrobianos estratégicos, modulação do microbioma e correção do terreno biológico.
🔹 Antibióticos e Antimicrobianos específicos
🔹 Procinéticos Fundamentais para restaurar o complexo motor migratório (MMC) — o “varredor” fisiológico do intestino delgado.
🔹 Dieta personalizada
🔹 Correção do terreno biológico
O tratamento é funcional, personalizado e focado em tratar a causa, não apenas os sintomas. Quando abordamos o intestino delgado com a estratégia correta, os resultados transformam a qualidade de vida do paciente.
Se você sofre com distensão, gases, constipação ou diarreia crônica sem diagnóstico, agende uma consulta. Vou investigar seu intestino com olhar funcional, solicitar o Health Go Air quando indicado, e montar o plano ideal para o seu caso.
Dra. Patrícia Silveira — Médica CRM-SP 162150 · RQE 67913 — Cirurgia Geral Cirurgia anorretal minimamente invasiva. Pós-graduada em Gastroenterologia funcional.
Patrícia Silveira
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