Descubra tudo sobre a cirurgia que pode deixar você com melhor qualidade de vida!

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Os plicomas — também chamados de papilas anais hipertróficas ou pólipos fibroepiteliais — são crescimentos benignos do epitélio anal que se formam na margem da papila ou na borda do canal anal. Eles são constituídos por tecido fibroconectivo coberto por epitélio escamoso, e geralmente se desenvolvem como consequência de processos inflamatórios crônicos da região.
Ao contrário do que muitos pacientes temem, plicoma não é câncer. É uma lesão reativa, benigna, que surge por estímulo inflamatório persistente.
Causas mais comuns:
Sintomas mais frequentes:
Toda lesão crescendo na região anal merece avaliação presencial para diagnóstico diferencial — é fundamental afastar tumores, condilomas, e outras lesões. A investigação funcional de base (o que está gerando a inflamação crônica) é sempre o primeiro passo.
Indicações para procedimento:
A abordagem funcional investiga por que a inflamação persiste: disbiose intestinal, constipação crônica, alergias alimentares, candidíase de repetição, prurido anal crônico não tratado. Tratar a causa reduz o risco de recidiva.
🔹 Laser de CO₂ Minha principal ferramenta para plicomas. O laser de CO₂ permite vaporização precisa e cirúrgica do plicoma com corte milimétrico e selamento vascular simultâneo. Vantagens: procedimento ambulatorial com anestesia local, sangramento mínimo, edema reduzido, recuperação rápida, cicatriz esteticamente superior. A vaporização camada por camada permite remover exatamente o tecido hipertrofiado sem danificar a mucosa saudável adjacente. Ideal para plicomas únicos ou múltiplos, de pequeno a médio porte.
🔹 Fotobiomodulação com Laser de Baixa Frequência Coadjuvante fundamental no pós-operatório. Acelera a cicatrização da ferida cirúrgica, modula a inflamação local, reduz o edema e a dor. Aplico de forma protocolada nos primeiros dias para otimizar a recuperação e prevenir recidiva por fibrose excessiva.
🔹 Toxina Botulínica (Botox) — em casos selecionados Quando o plicoma está associado a fissura anal com hipertonia esfincteriana, o botox relaxa o esfíncter, reduz o trauma evacuatório e permite que a mucosa cicatrize adequadamente — prevenindo a recidiva do plicoma.
Plicoma não é câncer, mas merece atenção — não apenas pela remoção da lesão, mas por ser um sinal de que algo está gerando inflamação crônica na região anal. Quando tratamos a causa (fissura, disbiose, constipação, prurido crônico) e removemos o plicoma com técnica minimamente invasiva, o resultado é definitivo e a qualidade de vida volta ao normal.
Se você tem uma “bolinha” na borda do ânus que incomoda, sangra ou dificulta a higiene, agende uma consulta. Vou avaliar a lesão, investigar a causa da inflamação com olhar funcional e indicar o melhor tratamento
Dra. Patrícia Silveira — Médica CRM-SP 162150 · RQE 67913 — Cirurgia Geral Cirurgia anorretal minimamente invasiva. Pós-graduada em Gastroenterologia funcional.
Patrícia Silveira
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