Fissura anal

A dor que corta ao evacuar tem causa. E dá para tratar sem cortar o músculo.

Quem tem fissura não descreve como incômodo. Descreve como caco de vidro. O tratamento que uso vai na raiz do problema, o espasmo do esfíncter, e é feito no consultório, com acompanhamento até a cicatrização.

Toxina botulínica no consultórioLaser de baixa potênciaAcompanhamento de 4 meses
O que é

Uma ferida pequena que dói muito.

A fissura anal é uma pequena ferida no revestimento do canal anal, às vezes de poucos milímetros. O tamanho não tem relação com a dor, porque a região é extremamente inervada.

O que diferencia a fissura de um machucado comum é que ela não fica em paz para cicatrizar. A dor faz o esfíncter contrair, a contração reduz a circulação no local, e sem circulação a ferida não fecha. Enquanto esse ciclo não é quebrado, a fissura volta.

Fissura

Dor aguda ao evacuar, que continua ardendo por horas. Sangue vivo em pequena quantidade.

Hemorroida interna

Costuma sangrar sem doer. As duas podem coexistir, e quem define é o exame.

O CICLO da fissura o tratamento quebra o ciclo 1. Trauma 2. Dorao evacuar 3. Espasmodo esfíncter 4. Menos sanguechegando à ferida 5. Não fechaa ferida persiste 6. Medode evacuar
Fezes endurecidas abrem a ferida de novo, e o ciclo recomeça.
Sinais

Sinais que levam à avaliação.

Muita gente convive meses assim, tratando por conta própria e achando que é hemorroida. Fissura tratada cedo costuma ter um caminho mais simples.

Dor aguda ao evacuar, descrita como corte
Queimação que persiste por horas depois
Sangue vivo, em pequena quantidade, no papel
Evacuação adiada por medo da dor
Contração involuntária e espasmo na região
Dor que melhora e depois volta, em ciclos

O medo de evacuar é parte do quadro, não fraqueza. É ele que mantém o ciclo funcionando, e por isso entra no tratamento.

Aguda ou crônica

O tempo de evolução muda o caminho.

Recente

Fissura aguda

Aparência de corte simples. Costuma responder bem ao tratamento clínico quando a causa do trauma é corrigida junto.

Semanas ou meses

Fissura crônica

Bordas endurecidas e, muitas vezes, um plicoma sentinela na borda, aquele carocinho confundido com hemorroida. Nessa fase, a resposta só com pomada e dieta é menor.

Pós-parto. A constipação da gestação e das primeiras semanas, somada ao trauma da região, cria exatamente o cenário do ciclo. Dor ao evacuar não é parte normal do pós-parto.

Fissura atípica. Fora da linha média, múltipla ou que não responde ao tratamento pede investigação de outras causas. Nesses casos a conduta muda.

Como eu trato

Toxina botulínica + laser de baixa potência.

O foco é quebrar o ciclo da dor, não só aliviar o sintoma. São duas frentes que se completam: uma trata a causa, a outra ajuda a ferida a fechar.

Toxina botulínica

Aplicada no esfíncter, relaxa o espasmo de forma temporária. A pressão cai, o sangue volta a chegar à ferida e a cicatrização acontece. É um relaxamento controlado, sem cortar o músculo, feito em procedimento ambulatorial no consultório.

Trata a causa: o espasmo
+

Laser de baixa potência

Age na própria ferida: estimula a cicatrização dos tecidos, reduz a inflamação e alivia a dor. As sessões são feitas no consultório, nas semanas seguintes à aplicação.

Acelera a cicatrização

Intestino funcionando bem

Base de todo o tratamento. Fezes macias e evacuação sem esforço são o que evita que a ferida seja aberta de novo. Nas fissuras recentes, esse ajuste com medicação tópica pode ser suficiente.

Quando a cirurgia entra

Nas fissuras crônicas que não cicatrizam com o tratamento, indico a fissurectomia. A técnica é escolhida caso a caso, considerando a continência e o histórico de cada paciente.

Clareza antes de decidir

A pomada é um caminho possível, mas pede aplicações várias vezes ao dia por semanas, e o resultado depende muito da constância. Por isso prefiro um tratamento mais objetivo quando há indicação. A conduta é sempre individual, e os resultados variam conforme o tempo de evolução, o diagnóstico e as condições de cada paciente.

O programa de tratamento

Quatro meses de acompanhamento, do alívio à alta.

A fissura é tratada em programa, com cada etapa já programada. Você sai da consulta sabendo o que vai acontecer e quando.

1Início

Aplicação da toxina

Procedimento ambulatorial no consultório, com anestesia incluída.

2Semanas seguintes

6 sessões de laser

Laser de baixa potência no consultório para aliviar a dor e ajudar a cicatrizar.

3Até 15 dias

Retoque, se preciso

Se o exame indicar, a toxina é complementada dentro do programa.

415, 30 e 90 dias

Consultas de controle

Acompanhamento da cicatrização e ajuste do funcionamento intestinal.

5120 dias

Alta

Consulta final, com orientações para a fissura não voltar.

Consulta de 60 minutos antes de tudoPlano por escritoManual de cuidados com as datas de cada etapa
Se você já tentou de tudo

Cansou de pomada que não resolve?

Se você já passou semanas de pomada, mudou a alimentação e a dor sempre volta, não é falta de esforço. Quando o ciclo do espasmo se instala, ele dificilmente cede só com esses cuidados. E se o que trava é o medo da cirurgia, o caminho principal aqui trata a causa sem cortar o músculo.

Perguntas frequentes

O que todo mundo quer saber.

Fissura anal tem tratamento sem cirurgia?

Sim. Muitas fissuras cicatrizam sem cirurgia, desde que a causa do trauma seja corrigida junto. A associação de toxina botulínica e laser de baixa potência trata o espasmo sem cortar o músculo. A cirurgia fica para as fissuras crônicas que não respondem.

Como sei se é fissura ou hemorroida?

Pelo padrão da dor. Hemorroida interna costuma sangrar sem doer. Fissura dói de forma aguda no momento da evacuação e continua ardendo depois. Mas as duas podem coexistir, e quem define é o exame.

A toxina botulínica é segura? É a mesma da estética?

É a mesma substância, com outro objetivo. Aqui ela é aplicada no esfíncter para relaxar o espasmo por um período, o suficiente para a fissura cicatrizar. O efeito é temporário e reversível, e é um recurso consagrado no tratamento da fissura.

O tratamento dói?

O procedimento é feito com anestesia e pensado para ser o mais confortável possível. Conforme o espasmo cede, a dor da fissura costuma aliviar nos primeiros dias, e o laser de baixa potência ajuda nesse processo.

Vou precisar me afastar do trabalho?

Em geral, não. Por ser um procedimento ambulatorial, a rotina costuma ser retomada rapidamente. Você recebe as orientações dos primeiros dias de acordo com o seu trabalho e o seu dia a dia.

Por que a fissura sempre volta?

Porque na maior parte das vezes só a ferida foi tratada, e não o que a abriu. Se o intestino continua ressecado e o esfíncter continua em espasmo, o ciclo recomeça. Por isso o programa cuida das duas coisas.

A cirurgia de fissura deixa a pessoa incontinente?

Essa é a preocupação mais comum, e é legítima. É justamente por isso que a técnica é escolhida caso a caso, avaliando a continência antes do procedimento. Isso é conversado em detalhe na consulta.

Tive fissura depois do parto. É normal?

É frequente, mas não é para conviver. Dor forte e persistente ao evacuar no pós-parto merece avaliação, e a maior parte dos casos é tratada sem cirurgia.

Banho de assento resolve?

Pode aliviar no momento, mas sozinho não quebra o ciclo. É apoio, não tratamento.

Tenho vergonha. A consulta é constrangedora?

É uma queixa comum e tratada com naturalidade. O exame é explicado antes, feito com respeito à sua privacidade e só com o seu consentimento.

Comece por aqui

Dor ao evacuar não é normal.

A avaliação define se o seu caso é clínico, se entra no programa com toxina e laser ou se precisa de cirurgia. Atendimento particular em Jundiaí, com plano claro ao final da consulta.

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Dra. Patricia Silveira

Dra. Patrícia Silveira

Cirurgiã Geral
CRM-SP 162150 · RQE 67913

Cirurgia anorretal minimamente invasiva
Saúde intestinal funcional

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Profissional responsável Dra. Patrícia Silveira Médica · Cirurgiã Geral
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