Plicomas: a sobra de pele que incomoda todo dia
Não dói, não sangra, e atrapalha a higiene toda vez que você vai ao banheiro.
O plicoma é aquele excesso de pele na borda do ânus. Muita gente descobre por acaso, se assusta achando que é hemorroida, e depois passa anos convivendo porque ouviu que não tem nada a fazer.
Ele realmente não é grave. Mas incômodo diário e dificuldade de higiene são queixas legítimas, e existem opções.
O que é, e o que não é
Toda lesão nova na região anal merece exame. Autodiagnóstico pela internet é onde as pessoas erram, nos dois sentidos: se assustam com o que é banal e ignoram o que não é.
Por que ele aparece
- Depois de uma trombose hemorroidária: o coágulo é reabsorvido e a pele que esticou permanece
- Como plicoma sentinela, ao lado de uma fissura anal crônica
- Depois da gestação e do parto
- Por episódios repetidos de inflamação na região
- Sem causa identificável, simplesmente pela sua anatomia
O plicoma que acompanha uma fissura merece atenção especial, porque nesse caso ele é sinal de outra coisa. Tratar só a pele e deixar a fissura seria resolver o sintoma errado.
Quando ele incomoda de verdade
- Dificuldade de higiene depois de evacuar, com necessidade de limpar muito
- Irritação, umidade e coceira persistentes na região
- Desconforto com roupa justa, exercício ou tempo sentado
- Incômodo estético e constrangimento na vida sexual
Esse último item costuma ser dito baixinho, no fim da consulta, e quase sempre é o que mais pesa. É queixa válida e pode ser tratada como qualquer outra.
Tratamento
Nem sempre é preciso tratar
Plicoma que não incomoda não precisa ser removido. Se você descobriu por acaso e ele não interfere na sua rotina, acompanhar é uma decisão legítima.
Quando existe indicação
A remoção é um procedimento pequeno, feito em consultório ou em ambiente hospitalar dependendo do número de plicomas, do tamanho e do seu caso. Como é pele da borda anal, a cicatrização exige cuidado local e orientação de pós-operatório.
Quando há outra coisa junto
Se houver fissura, hemorroida ou outra condição associada, ela é tratada primeiro ou no mesmo tempo cirúrgico, conforme a avaliação. Remover a pele e deixar a causa é o caminho mais rápido para o incômodo voltar.
Os resultados variam conforme o caso, o número e o tamanho dos plicomas, a presença de outras condições e as condições de cada paciente.
Perguntas frequentes
Plicoma é hemorroida?
Não. O plicoma é pele, sem os vasos dilatados que caracterizam a hemorroida. Ele pode ser consequência de uma hemorroida que trombosou no passado, e por isso os dois são confundidos.
Plicoma vira câncer?
Não. O plicoma não se transforma em câncer. O cuidado necessário é outro: lesões diferentes na região podem parecer plicoma, e só o exame diferencia.
Some sozinho?
Não. Como é pele, ele permanece. Pode reduzir um pouco quando ainda há inchaço da fase aguda, mas o excesso de pele em si não regride.
Pomada ou algum tratamento caseiro resolve?
Não. Pomada pode aliviar irritação da pele ao redor, e não remove a dobra. Cuidado local ajuda no conforto, não no plicoma.
A remoção é feita com anestesia geral?
Depende do número de plicomas, do tamanho e do seu caso. Parte é resolvida em consultório com anestesia local. Isso é definido depois do exame.
Ele volta depois de removido?
O plicoma removido não volta, mas novos podem se formar se a causa continuar ativa, como uma fissura não tratada ou episódios repetidos de trombose. Por isso a avaliação não se limita à pele.
Incômodo diário é motivo suficiente para procurar avaliação.
Não precisa ser grave para merecer solução.
O conteúdo desta página tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é avaliado individualmente.