Técnica cirúrgica

Cirurgia a laser: por que é assim que eu opero

Quando existe indicação cirúrgica, a minha escolha é o laser. E o motivo tem nome: o pós-operatório.

A cirurgia anorretal convencional tem um problema que ninguém gosta de falar em voz alta: a recuperação. A ferida aberta, o banho de assento doloroso, as primeiras evacuações temidas, as semanas fora da rotina. Esse medo é real, e é ele que faz tanta gente adiar o tratamento por anos.

Foi por causa disso que eu construí a minha prática cirúrgica em torno do laser. Não como argumento de venda, e sim porque a experiência da pessoa depois da cirurgia muda de patamar.

O que muda na técnica

Em vez do corte com bisturi, uma fibra fina conduz energia até o ponto exato a ser tratado. A energia atua de forma controlada, em uma área pequena, com impacto mínimo no tecido em volta.

Cirurgia convencional Remove a lesão junto com uma margem de tecido saudável. Isso deixa uma ferida aberta, que precisa cicatrizar de dentro para fora, ao longo de semanas, em uma região que dói e que é usada todos os dias.
Com laser Atua de forma pontual, preservando o tecido em volta. Sem a ferida ampla, o corpo tem muito menos área para cicatrizar, e é daí que vem toda a diferença no que você sente depois.

O que isso significa para você

Menos dor A dor do pós-operatório vem em grande parte da ferida aberta. Preservando tecido, há menos área inflamada para doer a cada evacuação.
Volta mais rápida à rotina Menos tempo afastada do trabalho, dos filhos e da vida normal, que é o que costuma pesar na hora de decidir operar.
Cuidado local mais simples Sem ferida ampla para curar, o pós-operatório em casa é mais fácil de conduzir e menos assustador.
Preservação funcional Especialmente na fístula, tratar o trajeto sem agredir a musculatura do esfíncter é o que protege a sua continência.

Os resultados variam conforme o caso, o diagnóstico, o grau da doença e as condições de cada paciente. Nenhuma técnica cirúrgica, com ou sem laser, garante resultado, e nenhuma cirurgia é isenta de riscos.

Onde eu uso o laser

Hemorroidas A energia atua sobre o tecido vascular, reduzindo o volume do coxim sem a remoção ampla da hemorroidectomia convencional.
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Fístula anorretal Trata o trajeto preservando a musculatura do esfíncter, que é a principal preocupação nessa doença.
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Cisto pilonidal Fecha a cavidade e trata os orifícios com ferida muito menor do que a das cirurgias abertas tradicionais.
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Fissura anal Dentro de um plano que também trata a causa do trauma, sem a qual a fissura tende a retornar com qualquer técnica.
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Plicomas Remoção do excesso de pele com boa definição de bordas e cicatrização favorável.
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HPV anal Tratamento das lesões, incluindo as de dentro do canal anal, com precisão e preservação do tecido ao redor.
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O que o laser não faz

Preciso ser clara nesse ponto, porque é onde mora a maior parte da frustração de quem opera e vê o problema voltar.

  • Não trata a causa. Se o seu intestino continua funcionando mal, com fezes ressecadas e esforço para evacuar, a pressão que gerou o problema continua ali
  • Não elimina o pós-operatório. Existe desconforto, existe cuidado local e existem orientações a seguir. O que muda é a intensidade, não a existência
  • Não elimina o vírus, no caso do HPV. Trata as lesões, e o acompanhamento continua sendo parte do cuidado
  • Não substitui a avaliação. Técnica nenhuma corrige uma indicação errada. É por isso que nada é decidido antes do exame

Operar é decisão.
Como operar, eu já decidi.

Como funciona, do começo ao fim

  1. Consulta e exame É aqui que se define o diagnóstico, o grau e se existe algo por trás que precisa ser tratado antes. Em boa parte dos casos, a conduta nem chega a ser cirúrgica.
  2. Indicação e planejamento Quando há indicação cirúrgica, conversamos sobre o que será feito, o que esperar da recuperação e quais cuidados você vai precisar seguir em casa.
  3. Preparo Exames pré-operatórios, avaliação de risco e orientações específicas para o seu caso, enviadas por escrito.
  4. Procedimento Realizado em ambiente hospitalar ou em consultório, dependendo da doença, da extensão e do seu caso.
  5. Pós-operatório acompanhado Orientação de cuidado local, controle da dor e retornos programados. Você não fica sem canal de contato nesse período.

Perguntas frequentes

Você opera todos os casos a laser?

Quando existe indicação cirúrgica, sim, o laser é a minha técnica de escolha, justamente pelo pós-operatório mais tranquilo. O que eu não faço é indicar cirurgia por reflexo: boa parte dos casos que chegam ao consultório é resolvida clinicamente, sem centro cirúrgico nenhum.

Cirurgia a laser dói menos?

É essa a razão de eu trabalhar com ela. Sem a ferida ampla da técnica convencional, há menos área inflamada e o pós-operatório costuma ser bem mais tolerável. Mas dor é individual, e depende também da doença tratada e da extensão do procedimento. Prometer ausência de dor seria desonesto.

Quanto tempo demora a recuperação?

Depende da doença, da extensão e do seu tipo de atividade. É conversado antes do procedimento, com orientação individual. Desconfie de qualquer prazo prometido antes do exame.

É mais caro?

O custo varia conforme o procedimento, o local de realização e a complexidade do caso. Os valores são apresentados por escrito depois da consulta, sem surpresa posterior.

Convênio cobre?

A cobertura depende do seu plano e do procedimento indicado. Isso é verificado caso a caso, e a orientação é dada na consulta.

O problema pode voltar depois da cirurgia?

Pode, e é por isso que eu insisto tanto na causa. Quando o que gerou a doença permanece ativo, o sintoma tende a retornar, com qualquer técnica. Por isso o tratamento não termina no centro cirúrgico.

Preciso de internação?

Depende do procedimento e do seu caso. Parte é resolvida em consultório, parte exige ambiente hospitalar. Isso é definido na consulta, junto com todas as orientações.

A cirurgia certa começa pelo diagnóstico certo.
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Dra. Patrícia Silveira
Cirurgiã geral · CRM-SP 162150 · RQE 67913
Cirurgia minimamente invasiva anorretal · Saúde intestinal funcional · Jundiaí, SP

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Dra Patrícia Silveira

Dra. Patrícia Silveira — Médica CRM-SP 162150 · RQE 67913 — Cirurgia Geral Cirurgia anorretal minimamente invasiva. Pós-graduada em Gastroenterologia funcional.

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Profissional responsável Dra. Patrícia Silveira Médica · Cirurgiã Geral
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