Plicomas: o que são e quando devemos intervir com procedimentos

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O que são plicomas?

Os plicomas — também chamados de papilas anais hipertróficas ou pólipos fibroepiteliais — são crescimentos benignos do epitélio anal que se formam na margem da papila ou na borda do canal anal. Eles são constituídos por tecido fibroconectivo coberto por epitélio escamoso, e geralmente se desenvolvem como consequência de processos inflamatórios crônicos da região.

Ao contrário do que muitos pacientes temem, plicoma não é câncer. É uma lesão reativa, benigna, que surge por estímulo inflamatório persistente.

Causas mais comuns:

  • Fissura anal crônica — a inflamação contínua na borda da fissura estimula o crescimento tecidual
  • Hemorroidas crônicas — o prolapso e o atrito constante geram hipertrofia da papila
  • Doença inflamatória local — prurido anal crônico, dermatite, candidíase perianal de repetição
  • Trauma evacuatório repetitivo — fezes ressecadas, esforço excessivo, constipação crônica
  • Pós-operatório — cicatrização hipertrófica após cirurgias anais

Sintomas mais frequentes:

  • Sensação de “carne crescendo” ou “bolinha” na borda do ânus
  • Dificuldade de higiene local (o plicoma retém resíduos)
  • Prurido e irritação perianal
  • Desconforto ao sentar ou ao evacuar
  • Sangramento leve ao limpar-se (pelo atrito)
  • Estética — muitos pacientes relatam incômodo com a aparência

Quando devemos intervir com procedimentos?

Toda lesão crescendo na região anal merece avaliação presencial para diagnóstico diferencial — é fundamental afastar tumores, condilomas, e outras lesões. A investigação funcional de base (o que está gerando a inflamação crônica) é sempre o primeiro passo.

Indicações para procedimento:

  • Plicoma sintomático — dor, sangramento, prurido persistente, dificuldade de higiene
  • Plicoma volumoso — que causa desconforto mecânico ao sentar ou evacuar
  • Associação com fissura ou hemorroida — o plicoma pode perpetuar a inflamação local e dificultar a cicatrização
  • Suspeita diagnóstica — necessidade de exame anatomopatológico para confirmar benignidade
  • Recusa do paciente ao tratamento conservador — queixa estética significativa
  • Plicoma recidivante — que retorna após tratamento clínico da inflamação de base

A abordagem funcional investiga por que a inflamação persiste: disbiose intestinal, constipação crônica, alergias alimentares, candidíase de repetição, prurido anal crônico não tratado. Tratar a causa reduz o risco de recidiva.

Meu arsenal minimamente invasivo para plicomas

🔹 Laser de CO₂ Minha principal ferramenta para plicomas. O laser de CO₂ permite vaporização precisa e cirúrgica do plicoma com corte milimétrico e selamento vascular simultâneo. Vantagens: procedimento ambulatorial com anestesia local, sangramento mínimo, edema reduzido, recuperação rápida, cicatriz esteticamente superior. A vaporização camada por camada permite remover exatamente o tecido hipertrofiado sem danificar a mucosa saudável adjacente. Ideal para plicomas únicos ou múltiplos, de pequeno a médio porte.

🔹 Fotobiomodulação com Laser de Baixa Frequência Coadjuvante fundamental no pós-operatório. Acelera a cicatrização da ferida cirúrgica, modula a inflamação local, reduz o edema e a dor. Aplico de forma protocolada nos primeiros dias para otimizar a recuperação e prevenir recidiva por fibrose excessiva.

🔹 Toxina Botulínica (Botox) — em casos selecionados Quando o plicoma está associado a fissura anal com hipertonia esfincteriana, o botox relaxa o esfíncter, reduz o trauma evacuatório e permite que a mucosa cicatrize adequadamente — prevenindo a recidiva do plicoma.

Conclusão

Plicoma não é câncer, mas merece atenção — não apenas pela remoção da lesão, mas por ser um sinal de que algo está gerando inflamação crônica na região anal. Quando tratamos a causa (fissura, disbiose, constipação, prurido crônico) e removemos o plicoma com técnica minimamente invasiva, o resultado é definitivo e a qualidade de vida volta ao normal.

Se você tem uma “bolinha” na borda do ânus que incomoda, sangra ou dificulta a higiene, agende uma consulta. Vou avaliar a lesão, investigar a causa da inflamação com olhar funcional e indicar o melhor tratamento

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Dra Patrícia Silveira

Cirurgiã Geral especializada em cirurgia minimamente invasiva com mais de 10 anos de experiência na área anorretal.

Dra Patrícia Silveira

Dra. Patrícia Silveira — Médica CRM-SP 162150 · RQE 67913 — Cirurgia Geral Cirurgia anorretal minimamente invasiva. Pós-graduada em Gastroenterologia funcional.

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